Confiar desconfiando... Dá para mudar?

Até que ponto podemos confiar em alguém que conhecemos na Internet? Fato. Não tem como manter qualquer relacionamento que não tenha contato físico como algo realmente confiável. Sempre ficará a dúvida a respeito da pessoa. É incrível como a tecnologia não pode substituir o olhar. Afinal é através dos olhos que conseguimos ter uma pequena noção de quem é quem. E essa aparente interligação com o mundo na verdade não passa de uma otimização da comunicação, o mesmo não podemos dizer de relacionamentos. Obviamente não estou colocando isso como regra, mesmo porque se assim o fizesse é claro que sempre haveria uma exceção. Toda regra tem! Mas num mundo tão rápido e tão volátil todo cuidado é pouco.

Sempre tem um príncipe encantado se dizendo de exceção. Assim sendo, se estiveres carente e solitária (coisa que geralmente acontece com quem fica tantas horas na Internet) fica mais vulnerável. Eu mesma já passei por isso (e quem não passou?). As mulheres em geral são mais suscetíveis a tais infortúnios, mesmo porque é mais difícil um homem se deixar cair em conto de vigário. Isso tudo porque o homem é bem menos sentimental que a mulher (felizmente temos ressalvas). O que eu mais gostaria era de poder acreditar nas histórias que me escrevem em incontáveis bate-papos. Outro dia mesmo estava conversando com um cara num chat e ele se descreveu o verdadeiro deus grego. Segundo suas afirmações ele tinha 1,70 (baixinhos não tem vez, e se eu gostasse de baixinho?), olhos verdes, loiro (sempre é assim, ou tem olhos verdes ou tem olhos azuis, nunca pensam que eu posso gostar de um moreno com olhos cor de jabuticaba), forte, tipo sarado (o pior é que eu gosto do tipo magrelo)... Enfim, penso que ele deve ter fixado o estereótipo americano de homem perfeito (cá entre nós eu não trocaria um moreno magrelo por qualquer branquelo sarado... e isso não é preconceito não... tratasse de gosto, e gosto é igual a... cada um tem um...). Ninguém entra num chat e se denomina de baixinho, gordinho e sem grana (ah, ainda tem a conta bancária abastada... como se só o que atraísse as pessoas é o dinheiro). A verdade é que quase ninguém confia tanto no seu taco para ser realmente sincero desde o começo. Pode ser que com o decorrer do tempo até que algumas veracidades vão sendo postas na mesa. Mas isso são casos isolados. Ainda assim busco o eu verdadeiro de cada um e se você tiver coragem de ser realmente sincero (a) comigo é só me escrever, quem sabe podemos ser sinceros juntos? Coloco um desafio no ar... Quero conhecer alguém que me passe confiança... Então, será que você consegue? Será que confiaras em mim? Ou será que essa não passará de mais uma história da Internet? Eu vou ficando por aqui... Até a próxima...


Mas espero que todos que por acaso estejam lendo essa citação, vejam isso como apenas um pequeno comentário, afinal, quando resolvi começar a escrever era porque um amigo meu (um rolo) me pediu opinião a respeito de dois artigos que ele escreveu (bom, foi assim que ele os denominou), mas não pensem vocês que não gostei do que ele escreveu (na verdade ainda não consegui chegar a uma opinião formada), só me veio à mente até onde devemos ser honestos com os amigos (e mais uma vez, digo que ainda não tenho uma opinião sobre o dito artigo). Será que vale a pena dizermos o que pensamos ou devemos reler e reler e reler (confesso que foi que eu fiz com um dos textos) e só depois enfim dá o tão temido veredicto. Vale ressaltar que prestei muita atenção ao ler (não estava só procurando erros de português, apesar de ter visto um cá ou lá...) e que esse é um passo muito importante para dar seu julgamento. No caso do dito amigo (o qual com toda certeza estará lendo esse em breve) fiquei surpresa com o jeito com que ele se expressa, mas é bem verdade que ele mesmo já me surpreendeu outras vezes, principalmente depois de passarmos tanto tempo sem nos vermos. Mas ainda assim não consigo dizer o que o referido texto me trouxe, então por enquanto posso dizer que estou livre (por enquanto) do dilema da verdade acima de tudo. Embora para aqueles que genuinamente conhecem meu caráter saibam que sempre direi a verdade, já que assim me propus viver. Ao meu amigo, bem... Continue tentando e me mostre várias vezes para que assim eu não tenha tanta dificuldade de chegar a um julgamento imparcial e justo.
Não posso deixar de citar um fato inesperado, e não vou detalhar muito para que as pessoas envolvidas não liguem os fatos, mesmo porque meu desejo é de que apenas uma dessas pessoas seja capaz de reconhecer que estou falando dele. O grande acontecimento, ou melhor, a grande descoberta foi a incrível atração que senti pelo mesmo, contudo sabemos (nós dois) que se trata de algo bem mais complicado do que realmente proibido... Infelizmente essa pessoa tem mania de achar que não é tão interessante assim, e até eu por um tempo teria concordado... O interessante é que foi uma grande descoberta para mim, já que não pensei sentir tal desejo... Mas se ele percebeu (o que eu acho que sim), notou o quanto me aproximei dele e sabe também que apesar do interesse permaneci distante, mesma postura adotada por ele... Enfim, como o desejo não pode ser atendido, resta deixar para ele pequenas pistas (apenas para que ele saiba) desse acontecimento... e aproveito ainda para deixar um beijo que não pode ser dado...
Geralmente buscamos pessoas para compartilhar momentos agradáveis, e eu não sou uma exceção. Como todo ser que deseja ter alguém que seja bem mais que amigo, eu estou buscando. Contudo, a dúvida de que realmente posso confiar em alguém persiste e eu não digo que isso possa ser mal, mas é claro que acaba atrasando o encontro com este alguém. A todo momento fico me perguntando se ele é a pessoa que fará com que eu abra meu coração para o mundo. Bom, mais uma vez estou deixando a impaciência, minha personalidade mais marcante (talvez a segunda ou terceira mais marcante) tomar conta de minhas ações. Terei que me disciplinar para que esse traço de personalidade não me domine por completo.... Se ele ajudar será sem dúvida, muito mais fácil... Daí isso depende dele... Ou do tempo talvez...
Ultimamente tenho pensado muito em alguém que está muito longe. Só não consigo entender como é que fiquei tão ligada à ele. Depois de tudo o que eu passei sinto um enorme medo de me envolver com qualquer pessoa, mesmo aquelas que aparentemente são pessoas que podem me proporcionar momentos felizes, eu costumo afastar. Isso já não é tão bom, pois assim nunca terei certeza se teria dado certo. Na verdade acabei criando um escudo para me proteger de possíveis novos choques de realidade. E sinceramente espero que ele não seja um deles. Talves com o tempo tudo mude e daí eu tenha coragem de assumir o risco de me envolver novamente, para enfim tentar ser feliz. Resta esperar o tempo das feridas sicratizarem e do meu coração ficar livre uma vez mais... Mas o fato de pelo menos pensar nessa possibilidade já é um sinal de que nem tudo está perdido...
Não acredito que te conheci de forma tão inesperada, e agora não sai dos meus pensamentos... Tens um lindo jeito doce de me elogiar. Apesar da distância, sinto seu carinho cada dia mais presente em minha vida. Gostaria muito que tudo isso fosse adiante. Espero que o oceano que nos separa um dia seja superado. Para quem sabe enfim...
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