Pâmela Maia


26/12/2008


 
 

Obrigada Vinicius

 

Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

 

Categoria: Sentimentos
Escrito por Pâmela Maia às 21h29
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Recomeço e Reencontro
 

       Tentei não escrever hoje, mas como segurar a vontade de gritar ao mundo a felicidade que se sente? Diferente dos anos passados, esse natal foi especial... Pra começar eu estava sozinha (não diga que isso não é especial), meu mano foi pra casa da minha vó passar o natal com meu pai (isso seria triste não acha? natal sozinha...). Até por volta da uma da madrugada ninguém havia me ligado ou aparecido para desejar feliz natal! Mas, era só o começo... O começo de um natal muito especial. A minha verdade não mudou, apenas abri meus olhos para a verdade que eu não conseguia enxergar. Às vezes tudo o que precisamos é olhar melhor as coisas. Algumas verdades mudam conforme mudamos nosso jeito de olhar... E a minha visão parecia querer me enganar, meu coração dizia para eu acreditar e minha cabeça dizia vai com calma. Entende a confusão que eu vivi... Mas, ao final era meu coração que estava certo. Contudo ainda devo ouvir minha cabeça e ir com calma. Dessa vez não vou sonhar muito alto. Bom (muito feliz) eu vou ficando por aqui... Até a próxima...

Categoria: Sentimentos
Escrito por Pâmela Maia às 20h12
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22/12/2008


 
 

Natal o ano todo...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todo fim de ano a história se repete. Na televisão os programas sempre apresentam seus especiais de natal e de ano, com roupas nas cores vermelha e branco respectivamente. A palavra que mais se escuta é SOLIDARIEDADE. A todo o momento temos notícias de gente que precisa de ajuda, que não tem casa, ou passa dificuldade. Mas, nada como no final do ano. A mídia geralmente se aproveita do tal espírito natalino para vender. Os programas apresentam o caso curioso daquela família que passava por necessidade e que com a alma generosa do apresentador, resolveram mostrar como é bom ser solidário (balela, não se trata nada mais do que divulgar quem está doando o que... porque acha que o apresentador sempre usa a frase, e contamos com o apoio de... ou ainda, o... conheceu a história de dona Maria e resolveu ajudar... e ainda tem a maior cara de pau de levar um representante da empresa no programa... afinal precisamos humanizar essa comercialização de sentimento). O fator predominantemente determinante para que sejamos solidários nessa época é que estamos ouvindo este tipo de noticiário todo o tempo. Daí não queremos ficar de fora da lista. Principalmente para ouvir os outros nos dizendo o quanto somos generosos.  Até aqueles parentes com quem não falamos o ano todo nos dão os votos de boas festas! (se é sincero isso já é outra coisa).

A verdadeira solidariedade é feita no dia-a-dia. Quando estamos no ônibus e vemos alguém com mais idade procurando um lugar para sentar oferece-se o nosso, e não viramos a cara pro outro lado fingindo não ver. Ou quando esbarramos em alguém sem querer, porque não pedir desculpas. Porque não dizer um simples obrigado aos que nos fazem um favor? Mesmo que seja uma resposta a uma pergunta. Ou ainda quando estamos utilizando um serviço. O natal só nos dá oportunidade de vermos como deveríamos agir o ano todo e todo o tempo. E não vale fazer uma promessa de fim de ano e esquecer tudo depois. Às vezes não se espera mais do que o dia 6 de janeiro para esquecer o tal espírito natalino. Lamentavelmente a maioria das pessoas esquece muito rápido aquilo que não lhes beneficia. O melhor presente que um ser humano recebe é um sorriso de agradecimento, isso o próprio Fantástico mostrou ontem em uma reportagem. Não se precisa de dinheiro para fazer alguém sorrir (mas, se o tens, porque não usar?). Então não deixe esse espírito natalino passar com a chegada do ano novo. Faça a diferença... Não deixe que o natal se torne uma festa para estrear roupas novas... Comemore-o todo dia... Dê um sorriso... Um obrigado (e o melhor disso tudo é que você irá gastar muito menos do que na ceia) e fará quem recebe muito feliz... Viva cada dia com o amor, fraternidade e porque não solidariedade! Mas não se deixe levar pelo consumismo capitalista, nem pela apelação da mídia. A grande diferença do ser humano é poder sentir como ajudar e se ajudado torna o mundo um lugar melhor.  Desejo a você que neste ano consiga viver o natal todos os dias e que se cada dia conseguir fazer uma pessoa sorrir, com certeza serás um ser agraciado com a felicidade. Eu vou ficando por aqui... Até a próxima...

 

 

Categoria: Pensamento
Escrito por Pâmela Maia às 11h59
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21/12/2008


 
 

Hitch me dê uma mãozinha...

 

       Estava assistindo ao filme Hitch agora a pouco onde Alex "Hitch" Hitchens (Will Smith) é um lendário, e propositalmente anônimo, "doutor do amor", que vive em Nova York. Em troca de uma determinada taxa, ele se dispõe a ajudar homens a conquistar as mulheres de seus sonhos. E fiquei pensando no quanto realmente é complicado se apaixonar... Principalmente se você foge disso como o diabo da cruz (que é o meu caso). Bom eu seria como a moça do filme... Muita coisa já aconteceu para que eu sempre fique na defensiva... Mas confesso que ao terminar o filme me deu uma louca vontade de ter alguém especial, com que eu pudesse dividir as coisas boas e as ruins... Afinal esse é o desejo de todo mundo (e não adianta dizer que não... estará mentido!!!), como diz o Dr no filme.. O melhor de assistir a esse filme é que ele realmente retrata como é o temperamento das pessoas que querem encontrar alguém especial, mas falta oportunidade. E nos permiti ser verdadeiro conosco,  pois por mais que você não assista o filme sozinho, lá no fundo irá se comparar aos personagens, pedindo para que a metade da sua laranja apareça. O ser humano é um ser social, que busca a estabilidade sentimental e familiar (mas, se ainda assim você discorda de mim, minha nossa, você tem coração?). E eu vou ficando por aqui, esperando a tampa da minha panela aparecer... até a próxima.

 

Categoria: Sentimentos
Escrito por Pâmela Maia às 17h36
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